"Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate": Isso é um blog de teoria e de metodologia das ciências sociais
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Os Intelectuais e seus Compromissos Sociais: uma reflexão sobre responsabilidade
ADIADO PARA O DIA 29/03/12
Nós do Cazzo acreditamos que onde existe capacidade de indignação, mesmo quando não concordamos com seu modo de expressão ou com os princípios que a norteiam, existe salvação, é possível também uma reflexão que ilumine a todos. Somos iluministas, neste sentido. Por isso convidamos para a mesa redonda abaixo. Achamos que a presença do D.A. de Ciências Sociais seria muito importante (Wellthon, tentamos falar com você por telefone, mas não conseguimos). Prometemos colocar o nome do representante do D.A. na chamada, caso o nosso convite seja aceito. Jonatas e Cynthia
OS INTELECTUAIS E SEUS COMPROMISSOS SOCIAIS: Uma reflexão sobre a responsabilidade
Silke Weber
Luciano Oliveira
data: 14/03/2012
horário: 10 h.
local: SALA DE SEMINÁRIOS DO PPGS
Acreditamos que o debate possa tornar mais produtiva a discussão que, de algum modo, tem estado presente nos comentários ao último post. Um texto com o resultado da Mesa Redonda, por exemplo, poderia sair do nosso encontro.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Monopólio da Violência
Por Artur Perrusi. Roubado daqui.
Faz pouco, indignei-me com o que aconteceu na Cracolândia, aquele “tratamento” baseado na dor e no sofrimento; agora, a violência cometida em Pinheirinhos. Como estou viajando, não tenho tempo de comentar as conexões entre tais acontecimentos. Assim, recomendo a leitura desse texto (aqui).
Ao mesmo tempo, houve violência contra estudantes no Piauí e no Recife (aqui) – na terrinha, o “tratamento” dado aos estudantes foi realizado por um governo dito de centro-esquerda.
O monopólio da violência, paradigma do Estado Moderno, está sendo utilizado pela direita e pela esquerda. Nesse caso, o uso da violência é “técnico”, pois está embutido numa “formalidade jurídica”. O uso legal, assim, é neutro, porque elimina qualquer julgamento de valor; com isso, cria um permanente problema de legitimidade. É a imposição racionalizada da força (a razão pura da violência) , independentemente do regime de governo (sim, estamos numa democracia — diante de um cassetete, a democracia é “formal”). E o mais paradoxal é sua legalização jurídica, defendida como “direito” pelos governantes. É o direito da violência, cuja vítima não vale nada – há uma indiferença total quanto às consequências do uso do monopólio da violência do Estado. Não há espaço para perguntas banais: quem são as pessoas? Qual é a alternativa à violência? O que fazer com as vítimas? Elas não valem o sacrifício. Pode parecer um paradoxo, mas revela a violência que funda o Estado de Direito Moderno.
Numa sociedade desigual, como a brasileira, a violência é banalizada e se legitima na naturalização da desigualdade (já, já descobrirão o “gene” da pobreza). Quanto mais desigual uma sociedade, mais as possibilidades de autoritarismo atualizam-se no cotidiano. O apoio substancial da população paulistana às ações de limpeza social da Cracolândia é uma manifestação, ainda localizada e dirigida à ralé, dos monstros que habitam nossa “democracia liberal”.
Faz pouco, indignei-me com o que aconteceu na Cracolândia, aquele “tratamento” baseado na dor e no sofrimento; agora, a violência cometida em Pinheirinhos. Como estou viajando, não tenho tempo de comentar as conexões entre tais acontecimentos. Assim, recomendo a leitura desse texto (aqui).
Ao mesmo tempo, houve violência contra estudantes no Piauí e no Recife (aqui) – na terrinha, o “tratamento” dado aos estudantes foi realizado por um governo dito de centro-esquerda.
O monopólio da violência, paradigma do Estado Moderno, está sendo utilizado pela direita e pela esquerda. Nesse caso, o uso da violência é “técnico”, pois está embutido numa “formalidade jurídica”. O uso legal, assim, é neutro, porque elimina qualquer julgamento de valor; com isso, cria um permanente problema de legitimidade. É a imposição racionalizada da força (a razão pura da violência) , independentemente do regime de governo (sim, estamos numa democracia — diante de um cassetete, a democracia é “formal”). E o mais paradoxal é sua legalização jurídica, defendida como “direito” pelos governantes. É o direito da violência, cuja vítima não vale nada – há uma indiferença total quanto às consequências do uso do monopólio da violência do Estado. Não há espaço para perguntas banais: quem são as pessoas? Qual é a alternativa à violência? O que fazer com as vítimas? Elas não valem o sacrifício. Pode parecer um paradoxo, mas revela a violência que funda o Estado de Direito Moderno.
Numa sociedade desigual, como a brasileira, a violência é banalizada e se legitima na naturalização da desigualdade (já, já descobrirão o “gene” da pobreza). Quanto mais desigual uma sociedade, mais as possibilidades de autoritarismo atualizam-se no cotidiano. O apoio substancial da população paulistana às ações de limpeza social da Cracolândia é uma manifestação, ainda localizada e dirigida à ralé, dos monstros que habitam nossa “democracia liberal”.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Hubert Dreyfus: 35 lições sobre Ser e Tempo
Após a série de conferências de John Searle sobre Filosofia da Mente, segue o link para um curso sobre Ser e Tempo, de Martin Heidegger, oferecido por Hubert Dreyfus, em 2002, na Universidade de Berkeley. São mais de 35 horas de aula sobre a obra máxima de Heidegger com um dos maiores filósofos contemporâneos. Um mês inteiro de caminhadas na praia :)
Baixe aqui.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Doze Conferências sobre Filosofia da Mente
Nesses dias de preguiça, nada melhor do que dar umas férias aos olhos e substituir parte das leituras por audioconferências que podem ser ouvidas enquanto se caminha pela praia ou em longos passeios de bicicleta. A série abaixo, proferida por John Searle (em inglês), consiste em uma excelente introdução à sua filosofia da mente. Dividida em 12 partes, com aproximadamente 45 minutos de duração cada uma, a série completa pode ser baixada aqui.
SEARLE, John. The Philosophy of Mind. 12 lectures on audio tapes in the series Superstar Teachers, The Teaching Company. Springfield, VA: 1996.
Conferência 1: Dualism: Descartes' Legacy
Conferência 2: Alternatives to Dualism: Materialism and Its Contents
Conferência 3: Strong Artificial Intelligence
Conferência 4: The Chinese- Room Argument and Its Critics
Conferência 5: Can a Machine Think?
Conferência 6: Is the Brain a Digital Computer?
Conferência 7: Some Solutions to Descartes' Problems
Conferência 8: The Structure of Consciousness
Conferência 9: How to Study Consciousness Scientifically
Conferência 10: How the Mind Works: An Introduction to Intentionality
Conferência 11: The Structure of Action and Perception
Conferência 12: The Construction of Social Reality
Cynthia
sábado, 10 de dezembro de 2011
Pragmatismo
_ Diga-me, Garfield, quando você anda, suas patas da esquerda e da direita se movem juntas, ou você usa as patas opostas?
_ Eu nunca mais vou andar.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Maria Eduarda Rocha recebe Prêmio Jabuti em Comunicação
Professora da UFPE recebe Prêmio Jabuti por livro sobre Publicidade |
O livro traça um panorama da indústria da propaganda no Brasil desde o golpe militar de 1964 até o início dos anos 2000, com foco na mudança ideológica em defesa da livre atuação do capital a partir dos anos 1980, enfatizando conceitos como “responsabilidade social” e “qualidade de vida”, como anteparos para anunciantes pressionados pelo aumento da concorrência e da cobrança de movimentos sociais e do Estado.
A autora é mestre e doutora em Sociologia da cultura pela USP e egressa do Programa de Formação de Quadros do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Publicou vários artigos sobre publicidade, consumo, mídia e democracia, seus temas preferenciais de pesquisa. É autora de “Pobreza e cultura de consumo em São Miguel dos Milagres” (Edufal, 2002) e coautora de “Guel Arraes: um inventor no audiovisual brasileiro” (Cepe, 2008).
Fonte: Ascom/UFPE
Atendendo a pedidos, duas fotos de Eduarda (linda e feliz) na entrega do prêmio.
![]() |
| Francisco Emolo/Jornal da USP |
| Francisco Emolo/Jornal da USP |
Agora, fala sério: esse jabutizinho tá muito do mixuruca. Mil vezes a tartarugona que nós dedicamos a ela!
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
TV Alma Sebosa
"Complexas e onipresentes, as violências midiáticas colocam questões em relação à imagem. A exemplo de Hermes, ao mesmo tempo deus dos ladrões e mensageiro dos deuses, a imagem é dupla, dúplice, benéfica e perigosa. Trata-se então de controlá-la, mas, sobretudo de conhecê-la, de fazer jorrarem os sentidos para desarmá-la. Este conhecimento não deve permanecer como privilégio de alguns especialistas, mas ser propagado em uma "alfabetização do olhar". Somente uma educação para a imagem permitirá ao espectador colocá-la à distância para melhor apropriar-se dela.", Paul Barascut.
Ficha Técnica
Direção, fotografia e edição:
Daniel Castelo Branco
Som direto:
Lucas Chaves Ramalho
Produção:
Clarissa Azevedo
Juliana Lins Lira
Entrevistados:
Diego Pessoa Costa Reis
Ivan Moraes Filho
Joslei Cardinot
Maria Eduarda Rocha
Jota Ferreira
Luciana Zaffalon
Malena Segura Contera
Stella Maris
Thiago Raposo
RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL, 2009
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Ô da Rua! O transeunte e o advento da modernidade em São Paulo
E para quem está em São Paulo, o lançamento do novo livro de Fraya Frehse, que nos enviou o resumo abaixo.
Ô da Rua! O Transeunte e o Advento da Modernidade em São Paulo / Fraya Frehse. São Paulo, Edusp, 2011; 632 pp.; ilustrações; 23 cm; Prefácio de José de Souza Martins; Texto da Orelha de Lilia Moritz Schwarcz.
Inspirado numa problemática de longa duração nas ciências sociais brasileiras - a das lógicas de apropriação de práticas sociais e culturais historicamente modernas no Brasil no decorrer do século XIX -, este livro se propõe a repensar criticamente o papel conceitual da cidade de São Paulo nesse debate hoje colocando em questão, na chave de uma sociologia da vida cotidiana que entrelaça de maneira sui generis contribuições em particular de Henri Lefebvre e de Erving Goffman, o urbano que é produzido em São Paulo pelo advento da modernidade, entre o início do século XIX e o início do século XX. Que sociedade urbana emerge nessa cidade no bojo desse processo histórico? Em busca de respostas, nada como uma etnografia das transformações histórico-sociais e socioculturais das regras de comportamento corporal e de interação social dos pedestres nas ruas do centro histórico de São Paulo entre 1808 e 1917, assumindo-se como referências empíricas imagens desse espaço produzidas por viajantes, (ex-)estudantes da Academia de Direito, ex-meninas de elite, jornalistas e fotógrafos de rua durante esse longo período. Com efeito, nesse ínterim as ruas do centro da cidade vão paulatinamente sendo tomadas pelo transeunte, personagem até então inexistente nas plagas paulistanas. Em meio a uma complexa dinâmica histórico-social que une, ao mesmo tempo em que separa, viajantes, (ex-)estudantes, ex-meninas de elite, jornalistas e fotógrafos de rua em torno da temática da civilidade, o corpo do transeunte é mediação reveladora de uma sociedade na qual todos os pedestres tendem a circular, mas suas formas de interagir nas ruas centrais mobilizam ativamente, ao lado da impessoalidade, uma pessoalidade historicamente própria de referenciais socioculturais estamentais. No espaço da rua, e no espaço que é o corpo do transeunte. Coisas do passado? Certamente não. Produtos de uma rua muito específica, em termos histórico-sociais: um espaço eminentemente cerimonial engolfado pela modernidade.
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domingo, 27 de novembro de 2011
As Ciências Sociais e os Pioneiros nos Estudos sobre Crime, Violência e Direitos Humanos no Brasil
A Fundação Joaquim Nabuco e o PPGS/UFPE convidam para o lançamento do livro As Ciências Sociais e os Pioneiros... organizado por Renato Lima e José Luiz Ratton.
Quando: Terça-feira, 29 de novembro, 19:00h
Onde: Sala Antônio Magalhães, Fundaj, Derby
Ratton e Lulu Oliveira estarão lá. Parabéns aos dois!
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